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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Anseriformes
Família: Anatidae
 Leach, 1820
Subfamília: Anatinae
 Leach, 1820
Espécie: C. moschata

Nome Científico

Cairina moschata
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Muscovy Duck


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pato-do-mato

O pato-do-mato é uma ave anseriforme da família Anatidae. Foi domesticado pelos grupos indígenas da América do Sul por sua carne. É o ingrediente fundamental do prato paraense, pato no tucupi, também de origem indígena.

Seu nome significa: de Cairina = do Cairo, originário desta cidade do Egito; e do (latim) moschatus, moschi = referente a Moscou; Moschi eram pessoas que moravam entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. ⇒ “Anas facie nuda papillosa ” de Linnaeus (1746) (Cairina).

Características

O macho é quase o dobro do tamanho das fêmeas e juvenis. Quando passam voando juntos, é possível distinguir os sexos no ar. Apresenta um comprimento de aproximadamente 85 centímetros, uma envergadura de 120 centímetros, um peso no macho de 2,2 quilos, sendo que a fêmea pesa aproximadamente a metade. Ao contrário dos exemplares domésticos, as aves selvagens têm o corpo todo negro, com uma área branca nas asas. Esse branco é invisível quando pousado. Ao voar, fica nítido e é bastante extenso. Aumenta com a idade, sendo uma pequena bola nas aves juvenis. Além do tamanho, os machos possuem outra característica exclusiva. A pele nua ao redor dos olhos vermelha, bem como uma carúncula da mesma cor acima da base do bico. Não emitem chamados em vôo ou pousados, somente um sibilo agressivo nas disputas entre machos, produzido pelo ar expulso com força pela boca entreaberta. A batida de asas é relativamente lenta e produz um sibilar notável, quando passam próximos.

Alimentação

Alimentam-se de raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, apanhadas flutuando ou através de filtragem da lama do fundo. Nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto buscam alimentação. Também apanha pequenos invertebrados nessas filtragens.

Reprodução

Os ninhos são feitos em ocos de árvores, às vezes palmeiras mortas cujo interior está oco. Muitos são ninhos a 5 ou 6 metros de profundidade em relação à boca, localizados próximos à água ou na margem das matas próximas. O filhote sai do ninho logo depois do nascimento, sendo chamado pela pata, do lado de fora. A ninhada segue-a, caminhando para a água mais próxima e são todos negros, ao contrário das aves domésticas, as quais nascem manchadas de amarelo. O período reprodutivo vai de outubro a março.

Hábitos

Seus vôos matinais ou vespertinos, entre os pontos de pouso e locais de alimentação. Dorme empoleirado nas piúvas e outras árvores altas, tanto isoladas em capões, como nas matas ribeirinhas. Para alcançar os galhos horizontais de dormida, necessita de um acesso livre de vegetação. Possui unhas afiadas nas patas, usadas para empoleirar ou como arma, nas disputas territoriais e por fêmeas. Vive em grupos pequenos, de até uma dúzia. Pousa sobre árvores desfolhadas para observar os arredores, descansar ou mesmo dormir.

Distribuição Geográfica

Presente em todo o Brasil, mas em menor número no leste e sul do País, em conseqüência da caça indiscriminada. Encontrado também desde o México até a Argentina.

Referências

Galeria de Fotos